Se o Brasil está quebrado, onde estão os pedaços?

Más línguas andam dizendo por aí que o país nunca esteve em tão mau estado. Citam inflação, alta carga tributária, péssimos serviços públicos, produtos custando os olhos da cara… Um verdadeiro caos. De vez em quando, até acredito estar no Egito. É verdade que há muitas coisas a serem melhoradas por aqui não fosse a corrupção e outras barreiras enfrentadas, por exemplo, no campo político. Mas isso seria sinônimo de um país falido? Pelo menos, é isso o que querem que você pense. De forma rápida, vou elencar as principais coisas boas que vêm acontecendo e você teima em fazer vistas grossas. Afinal, onde estão os destroços, coxinhas?

O Brasil, hoje, apresenta uma evolução tão significativa em relação à anos anteriores que falar o contrário seria ingenuidade e, o mais provável, má fé. Aos seguidores da mídia e de discursos pessimistas, o País tem a menor taxa de desemprego da história, registrando 4,9%. O mercado de trabalho brasileiro chega a ser um ‘eldorado’ para os estrangeiros. Nos últimos anos, a concessão de vistos aumentou cerca de 70%. Só em 2012, foram 73 mil vistos de trabalho concedidos. Para a surpresa de muitos devotos do Tio Sam, os EUA lideram o ranking com maior número de vistos concedidos, cerca de 9.209. Mesmo com toda essa “importação” de estrangeiros, ainda devem ter vagas em aberto para você que me lê.

Em 20 anos, o salário mínimo subiu 1019%, bem acima da inflaçãoque é a mais baixa desde o Plano Real –  e com um poder de compra muito maior. Faça o teste com uma das bebidas prediletas dos brasileiros, a Coca-Cola. Mesmo com o preço mais alto, veja quantas podiam ser compradas antes e quantas podem compradas agora. Como se não bastasse, o País atingiu antecipadamente a meta de redução da mortalidade infantil, também superando o índice de cobertura de rede de esgoto e abastecimento de água. A redução da extrema pobreza, bandeira do atual governo, foi reduzida em mais de 63% nos últimos dez anos. Como bem disse o saudoso Joelmir Beting em uma das edições do telejornal que apresentava, “Em 2002 estávamos no fundo do poço e hoje no melhor dos mundos”. A inflação neste mesmo ano era de 12,5%, o dólar chegava a quase R$ 4 e o desemprego batia 12,7%. Para a classe média, aquele almejado perfume da Calvin Klein era muito mais difícil de ser adquirido naquele tempo do que hoje. O aumento de impostos também era corriqueiro.

Além de muitas outras coisas boas que ocorreram em âmbito federativo e que não listei aqui para ser o mais sucinto possível, o Brasil segue como a sétima economia do mundo, o segundo país na exportação de alimentos, o primeiro em produção de etanol e o quinto país destino de investimentos estrangeiros. Os dados estão por aí, só não vê quem não quer, ou quem está tendo os olhos tapados. Faça a comparação do Brasil de hoje com o de 2002, por exemplo. Sabemos que o país não está um ‘mar de rosas’, mas também não está à beira do abismo. Deixemos de lado todo o pessimismo e as más línguas e nos liguemos à realidade.

Documentário “O Complexo de Vira-latas”

Com os dias contados para o início da Copa do Mundo no Brasil, a presidente Dilma Rousseff rebateu as críticas do ex-jogador Ronaldo sobre os atrasos na entrega dos estádios prometidos e ao possível vexame em relação aos outros países na organização do evento. A presidente reafirmou que o país está bem preparado para receber a todos e que os brasileiros não devem ter “complexo de vira-latas”. Mas o que você entende sobre o termo criado por Nelson Rodrigues nos anos 50 e tão repetido nos últimos dias? Seguindo a publicação anterior sobre o assunto, o Candeia apresenta um esclarecedor documentário com a participação de especialistas que fará com que você reflita sobre o tema. Afinal, por que tudo tem que ser feito para mostrar para os outros e não exclusivamente para o prestígio do nosso próprio povo?

O documentário “Complexo de Vira-latas” é uma produção de Cabrueira Filmes e Sem Cortes. Direção de Leandro Caproni; participação de Bruno Aranha, Bruno Silveira, Diego Silva, Nathália Bomfim, Priscila Chibante e Wallace Soares

 

O Brasil e o complexo de vira-lata pré-Copa do Mundo

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“Aqui, toda mão de obra é negra ou imigrante. Saúde pública também não existe, é tudo controlado pelas empresas e planos. Cerca de 125 pessoas morrem todos os dias por não poderem pagar qualquer tipo de acesso à saúde. Do transporte público também não se aproveita muita coisa,o metrô é velho, sujo e não tem informação, e nem ninguém que dê informação. Fui dar uma volta em uma das principais avenidas da cidade, e existia um monte de morador de rua e gente pedindo esmola, coisa boa de ser ver não era. Aqui é onde tem a maior população prisional do mundo, cheio de ladrões. Em cada 100 habitantes, 1 está preso. A coisa piora quando se fala de crianças: 22% delas vive abaixo do limite da pobreza. Este país é único que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade. É uma verdadeira vergonha!”

Este, infelizmente, é o relato de mais um brasileiro indignado com o país em que vive. Ele não aguenta mais ver tanta sujeira por debaixo do tapete e um governo omisso. Porém, para os revoltosos de plantão, um pequeno lembrete: ele não vive no Brasil, e sim nos Estados Unidos da América. Ficou surpreso? Isso se chama “complexo de vira-lata”.

O “complexo de vira-lata” é uma expressão que surgiu em meados de 1950. Criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues, se refere originalmente ao trauma sofrido pelos brasileiros quando nossa seleção foi derrotada pela seleção uruguaia de futebol na final da Copa do Mundo em pleno Maracanã. Mas, com o passar dos anos, o termo saiu dos gramados e tomou as ruas. Este termo, que tem a conotação de que tudo no Brasil é sempre pior do que fora dele, é pronunciado sem cessar por diversos setores da nossa sociedade. De tanta reclamação, tudo o que já não está tão bom, pode piorar. Já acordamos, por exemplo, revoltados com o transporte público ruim que parece só existir aqui, mas nos esquecemos de como são enxotados para dentro do metrô de lá os japoneses que acordarão 12 horas depois de você. Mas, mesmo assim, o daqui é o pior do mundo. As ruas, então, todas esburacadas. Como se buraco fosse como uma nascente de rio, ela começa aqui (no Brasil) e vai desembocando para outros cantos. Mesmo sem o conhecimento necessário sobre o restante dos países do mundo, o brasileiro incorporou ódio, medo e desconhecimento e botou a boca no trombone: “Não queremos Copa, queremos um país melhor!” Como se a Copa não existisse, aqui nevaria e viraria a Suíça. Afinal, xingar e chorar fazem a raiva se dispersar mais facilmente.

A Copa do Mundo no Brasil é o alvo da vez. Mesmo anos após a escolha, a revolta começa agora. Segundo os vira-latas, se a Copa fosse no Iraque, certamente seria melhor do que a daqui. Até o pobre clipe oficial do evento “We Are One”, estrelado pelo rapper Pitbull, a sexy Jennifer Lopez e a baiana Claudia Leite, está recebendo uma série de críticas. Pedem, inclusive, a volta da Shakira (quem estrelou o clipe da Copa em 2010, na África). Cantora conhecida mundialmente, talvez teria menos valor por aqui se a maioria soubesse sua terra de origem. O Brasil não está preparado para receber tais eventos assim como Londres não estava para receber as Olimpíadas em 2012 e nem a Rússia para receber as Olimpíadas de Inverno em 2013, e que mesmo assim conseguiram com maestria realizar os eventos. Como diria qualquer psicólogo em uma sessão de terapia, o passo inicial para uma vida melhor é amar primeiramente a si mesmo, antes de amar ao próximo.

Por Eliézer Giazzi, jornalista e um dos idealizadores do blog Candeia.

A Contradição Midiática e a Criação da “Escola da Revolta”

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Por Candeia Blog

 

Após o linchamento e morte de uma mãe de família na cidade do Guarujá (SP), diversos setores da mídia e da sociedade voltaram seus olhos para o senso de justiça pelas próprias mãos que se prolifera na atual sociedade. Quadros, grandes reportagens e matérias foram veiculadas aos montes sobre o assunto, e não foi diferente com o programa Custe o Que Custar (CQC), da Tv Bandeirantes. Em um dos seus quadros intitulado Olho por Olho (bem sugestivo, não é?) de semanas atrás, que consiste em ‘dar o troco’ em pessoas que desrespeitam leis e costumes, foi veiculado uma matéria sobre os ‘justiceiros’ paulistas. Apresentado pelo repórter Maurício Meireles, a filmagem ocorreu em uma rua da capital paulista e tinha o intuito de apresentar uma cena em que um jovem  era agredido por dois brutalhões, acusado de ter cometido um roubo. Muitos transeuntes caíram na rede e foram bater no pobre ator, como defensores da lei. A reportagem era justamente para mostrar ao público que a justiça pelas próprias mãos é falha, e que não deve ser levada adiante. Porém, poucas semanas depois, eis que surge a contradição. Qual é a real finalidade dessas reportagens? Dinheiro ou manter o cabresto em uma sociedade burra?

Ontem (19/05), o quadro Olho por Olho novamente entrou em ação. Desta vez, comandado por Ronald Rios, tinha como assunto ‘coagir’ pessoas que desrespeitam os bancos preferenciais do transporte público, neste caso, do metrô de São Paulo. Uma senhora que aparentava ter acima de 60 anos e um brutalhão (parece que os brutalhões são os preferidos dos produtores desse tipo de reportagem) foram colocados dentro de um vagão do metrô. A senhora sendo a “avó”, e o meninão o “neto”. Ela se colocava em frente aos bancos preferenciais ocupados pelos ‘folgados’, chegando minutos depois o neto constrangendo os acomodados. Em uma das cenas (a última, para fechar com chave de ouro), o neto malhado se depara com um jovem que o pede “respeito’, e recusa-se, em primeiro momento, a sair do lugar. E, então, inicia-se uma discussão. O bombadão, sem pestanejar, ameaça bater no jovem claramente mais desprovido de força do que ele. Sendo assim, encerra-se a reportagem com o jovem de rabo entre as pernas. Perante todo o fato, vocês notaram a grosseira contradição? O CQC é contra a justiça com as próprias mãos, mas defende que os que sentam em bancos preferenciais sejam retirados na porrada? Como diria o Chaves: “Mas que coisa, não?”

Não é de hoje que o programa traz abordagens como essa, rotineiramente apresentadas no quadro “Olho por Olho”. As reportagens e reproduções de sensos comuns estão cada vez mais atrás de mentes ferozes que possam sugar todo o nutriente podre que existe na TV brasileira, gerando assim pontos imperdíveis no ibope. A procura de receita, até comentários imperdoáveis de quem deveria levar o ensinamento correto estão valendo. Se for para punir, muitas outras “Sheherazades” deveriam estar na geladeira das emissoras brasileiras.

Como diz Marcelo Tas semanalmente na abertura do programa: “Bem vindos para dentro deste tubo infecto que é a TV brasileira”.

Padrão Fifa de qualidade?! Não, Obrigado!

A Copa do Mundo no Brasil foi o estopim para diversas manifestações de repúdio a setores governamentais. O excesso de dinheiro gasto, as mortes em estádios e a lentidão nas obras fundamentais para o bom andamento do evento são o foco principal dos protestos de rua. Saúde, educação, segurança pública, tudo se junta ao coro de “Queremos padrão Fifa”. A frase tem a conotação de que tudo deve ser igual ao exigido e preterido pela instituição máxima do futebol no mundo. Mas, você conhece a Fifa? Desapropriações de moradores de lá, mortes de operários de cá e dinheiro no bolso acolá. Esse “padrão internacional” pode ser perigoso.

Como na maior parte de grandes instituições pelo mundo, dinheiro desviado pode ser considerado processo normal em suas administrações. O dinheiro viaja tanto de um país a outro que deve ter mais milhas que qualquer mochileiro por aí. Temos um exemplo bem abaixo de nossos narizes, que se chama CBF. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por exemplo, há longos anos estampou a capa de jornais por suspeitas de fraude. O antigo presidente, Ricardo Teixeira, espirra por poeira em montantes de dinheiro enviados por meio de Offshores  nas Ilhas Virgens Britânicas. Parece que as instituições fazem um verdadeiro cartel quando o assunto é dinheiro desviado. João Havelange, por longos anos presidente de honra da Fifa, renunciou por, adivinhem, ter o nome envolvido em esquemas de corrupção na empresa que presidia. Renúncia parece ser o codinome dos corruptos. Agora, vem o Blatter, com a maior cara de simpatia do mundo, acompanhado de Valcke, o carrasco e presidente temporário do Brasil. (Ouço até a trilha de Star Wars no final dessa frase).

O jornalista português  Luís Aguilar lançou um livro intitulado “Jogada Ilegal”, onde divulga informações sobre boa parte dos esquemas envolvendo a Fifa. Em certo capítulo, Aguilar relata que a instituição evita organizar a maior competição de futebol do mundo em países democráticos, e que têm preferência por países onde existam ditaduras ou governos com tendências autoritárias, os famosos “mãos-de-ferro”. Ou, também, os que paguem mais, como no caso do evento em 2022, no Catar.

No Brasil, pela primeira vez na história, a Justiça brasileira condenou a Fifa a indenizar 8 torcedores por danos materiais e morais.  Só em danos morais, um dos torcedores conseguiu dois mil reais.

A instituição máxima do futebol mundial é um antro de corrupção, imperialismo e interesses financeiros. Uma verdadeira lavagem de dinheiro onde até a água usada é reaproveitada e revendida a preço de ouro. Se Al Capone estivesse vivo, poderia até ocupar a cadeira de comandante da instituição. Mandam e desmandam em países que têm interesse em receber a Copa do Mundo, e subornam quem for preciso para que nada dê errado. Ou acham que a Fifa só terá dor de cabeça neste mundial? Haja superfaturamento no Dorflex! O “Padrão Fifa”, que tanto clamam, pode ser traduzido em “Queremos tudo em péssima qualidade, com extrema corrupção e interesses ianques.” Tenham cuidado com o vira-latismo. A prática se tornou tão corriqueira, que o raciocínio dorme na rede. Se estão cansados de tudo o que ronda o presente, não sejamos ingênuos até em gritos de guerra. Sejamos mais sensatos e desejemos tudo em padrão POVO BRASILEIRO. De preferência a parte boa deles. Creio que pior, contrariando Tiririca, pode ficar sim.

Por Eliézer Giazzi, jornalista e um dos idealizadores do blog Candeia.

O Poder da Quebrada

 

Julio era um  frequentador assíduo das mais badaladas casas de shows da Vila Olímpia. Ele não falava de política, não curtia. Quando, infelizmente, o assunto era esse, não tinha receio de esculachar o PT, o Lula e a Dilma. Tudo ladrão. Tinha que seguir a ideia da galera, que curtia umas isenções de impostos nas empresas que iam herdar. Ele não manjava muito bem da separação do poder federal, do estadual e do municipal. Nem votava, justificava depois a ausência quando voltasse de Angra. Estudava numa faculdade de nome, paga pelo pai. Negros lá, só na cantina. Para ele, Bolsa Família era sustento de vagabundo. A galera não pode receber peixe, tem que pescar. Mas a vida de Julio iria mudar.

O pai dele, empresário pego na sonegação, teve sua firma falida. Mudou do Anália Franco para Artur Alvim. Suas amizades já não o chamavam mais pra dar um role na Wood’s, a pegada era essa: sem dinheiro, você some. O ex-burguesinho se sentia injustiçado, o Play 4 agora era mercadoria no Bom Negócio. A vida tava de cabeça para baixo. Ele até pensou em roubar, porque tava foda. Não tinha dinheiro para mais nada. Mas, aí, ele descolou que bandido bom era bandido morto, e não queria morrer. A pressão foi tanta, que ele acabou aceitando. Começou a conhecer novos amigos, muitos deles ali da quebrada mesmo. Ninguém ligava de onde ele tinha vindo. O apartheid enraizado na sua mente começara a ser quebrado.

Os novos manos davam um trampo à tarde e estudavam à noite, era mó treta. Pegavam trem lotado e tudo mais. Julio começou a conhecer aquela rotina perversa e, mais pobre, teve que seguir o mesmo caminho. Meia hora no trem e o ex-burguês já queria sair fora. Ou era isso, ou iam cortar sua internet. No seu emprego novo, o chefe pagava 10 conto de vale-refeição, e comida boa era acima de 15. Trampava até depois do horário sem receber hora extra.

Sem alternativa e enxergando a quebrada do jeito real, Julio continuou no trampo e começou a estudar de verdade. Não tinha outra escolha, ele não se sentia bem ao ver os camaradas que o acolheram na quebrada fazendo as paradas e ele ali, parado. Naquele estado, o vagabundo era ele. Sem dinheiro, ficou sabendo dum tal de ProUni, que se conseguia por um tal de ENEM. Fez o bagulho e conseguiu uma bolsa de 50% numa boa facul. No meio do caminho, o bolso apertou de novo. Não teve jeito, ele ficou sabendo dum tal de Fies, e completou os estudos. Lá, era comum a galera do Fies dominar, e com boas notas. Na antiga, o pai pagava, mas boa nota não tinha.

No final de semana, sentou na calçada e ficou reparando aquele mundo novo. Ele percebeu que na quebrada não tinha casa de muro alto, cheio de grades e nem cachorro latindo grosso. Eram só os vira-latinhas de latido fino. Todo mundo conhecia todo mundo, e a rua era sempre movimentada. Era tiazinha voltando do mercado e tiozão com enxada nas costas. A galera mesmo fazia sua própria casa. Eles davam “bom dia” a ele, coisa que no elevador do seu antigo prédio não acontecia. Arrogância era normal na burguesia. O Fifa Soccer era real, o Neymar e o Ganso jogavam bola ali na rua mesmo. A chuteira era de pele.

Percebeu que, na quebrada, o assunto não era balada, era política. Ficou sabendo que o Lula que conseguiu aquela bolsa pra ele, e que o Fies era a mesma pegada. Agora, Julio tava sabendo como girava o mundo real. Percebeu que, na quebrada, os parceiros eram bem mais dedicados do que na burguesia. E que na quebrada era que se ensinava a pescar de verdade. Lá, pobre ou rico, a galera trocava ideia. Julio se formou, se filiou a um partido e hoje milita a favor dos trabalhadores. O novo Julio luta pra que os antigos parceiros de burguesia atravessem o muro alto da ignorância e passem a tarde jogando bola com o Neymar na quebrada. A casa de tijolo sem reboco é inclusiva, diferente da parede branca com papel azul que ninguém vê. A quebrada tem poder, pena que o muro não deixa ver.

Por Eliézer Giazzi, jornalista e um dos idealizadores do blog Candeia.